23 July 2014

Porridge e Puré de Maçã na Bimby :: Thermomix Porridge and Apple Sauce



Há uns anos tive a sorte de receber a Bimby como presente e não há dúvida de que dá muito jeito no dia-a-dia, especialmente para pessoas que, tal como eu, detestam ficar horas em frente ao fogão (por isso é que gosto tanto de fazer bolos). Vou poupar-vos a uma prelecção sobre todas as vantagens da máquina mas não queria deixar de falar-vos em duas coisas que faço para o Rodrigo praticamente todas as semanas: porridge (papas de aveia) e puré de maçã. São tão simples que hesitei várias vezes em partilhá-las no blog, mas como talvez as achem úteis, aqui vão elas.

A few years ago I was lucky enough to receive a Thermomix as a birthday present. This appliance is incredibly popular in Portugal and can be a great help in the kitchen, especially for people who, like me, don't particularly enjoy spending hours in front of the stove (that's why I love baking so much). I'm going to spare you from a detailed lecture about all its wonders — instead I'll tell you about two things I cook in it for Rodrigo nearly every week: porridge and apple sauce. Because they are so simple I've hesitated to share them on the blog... but you might find them useful, so here goes.


Comecemos pelo porridge. Ao contrário do que acontece em Portugal, tanto em Inglaterra como na NZ não há grande variedade de papas infantis. Em Inglaterra ainda havia uma ou duas hipóteses decentes (e felizmente com muito menos açúcar do que Nestum ou Cerelac), mas na NZ só há uma e é bastante duvidosa. Como felizmente o Rodrigo não é alérgico ao glúten, desde os 6 meses que lhe dou porridge e hoje em dia é isso que ele come todos os dias ao pequeno-almoço.

Faço uma dose bastante generosa que costuma durar 5 ou 6 dias no frigorífico — de manhã encho uma taça com papa e aqueço-a um minuto no microondas (o suficiente para deixar de estar gelada). Depois adiciono sempre um bocado de mel ou puré de fruta (o porridge sozinho é algo sensaborão).

Eis a minha receita (adaptada do livro britânico da Bimby):

Porridge
100 g de flocos de aveia 
1300 g de leite gordo 
15 minutos / 90ºC / velocidade 4 

A receita original usa 600 g de leite mas a papa fica grossíssima, por isso fui experimentando com diferentes quantidades e cheguei à conclusão que 1300 g são ideais para mim. No momento em que sai da Bimby parece muito líquida, mas quando arrefece engrossa bastante.


Let's start with porridge then (a warning for all of you natives from the British Isles: do not read this). Little children in Portugal tend to eat a sort of mashed, sugary cereal for breakfast until they're old enough to make do with bread and butter and a glass of cold milk. This means that in Portugal there's a huge variety of baby cereal on the market (some people continue to have it for breakfast well into adulthood); however, this isn't the case in the UK and in NZ. In the UK I could still find one or two decent options (thankfully they were much healthier than the Portuguese versions) but in NZ there's only one and quite frankly, it smells funny. Given the fact that Rodrigo isn't gluten intolerant, he's been eating porridge since he was 6 months old — in fact, this is what he eats for breakfast every single day.

I make a big batch at the beginning of the week and it usually lasts for 5 or 6 days in the fridge — every morning I fill up a bowl and reheat it for one minute in the microwave (just enough to warm it up a bit). I then throw in some honey or a spoonful of fruit purée.

Here's my recipe (adapted from the UK edition of the Thermomix recipe book):

Porridge
100 g of old-fashioned rolled oats
1300 g of full-fat milk
15 minutes / 90ºC / speed 4 

The original recipe called for 600 g of milk but the porridge turned out much too thick for my taste so I kept experimenting and eventually came up with 1300 g. When you tip it out of the Thermomix it looks horribly thin but as it cools down it thickens quite a lot.



Passemos agora ao puré de maçã, uma sobremesa que adoro desde pequena... para mim, ocupa aquele espaço entre fruta fresca e doce de colher. Eis a minha receita:

Puré de maçã
encher a Bimby com maçãs descascadas e cortadas aos bocados (às vezes acrescento uma ou duas pêras)
30 minutos / 100ºC / velocidade 1
2 minutos / velocidade 9

Não leva água nem açúcar e fica com uma consistência excelente!


Now onto apple sauce, the sort of dessert I've loved ever since I was a little girl... for me it fills that gap between fresh fruit and a proper pudding. Here's my recipe:

Apple Sauce
fill the Thermomix with peeled apples cut into chunks (I sometimes add one or two pears)
30 minutes / 100ºC / speed 1
2 minutes / speed 2

No need to add any water or sugar!

(photos© Constança Cabral)

21 July 2014

Alcofa II :: Moses Basket II






Há dois anos comprei e forrei uma alcofa para o Rodrigo (podem revê-la aqui). Apesar de ter gostado bastante dela (sobretudo porque foi forrada com um lençol dos meus avós), tive alguma pena, por um lado, que não fosse mais funda e, por outro, que não tivesse varão para um véu. 

Há um ano, já na Nova Zelândia, deparei-me com uma alcofa antiga numa venda de garagem e não resisti a comprá-la. Uns meses mais tarde, mandei fazer um colchão e forrei-a, desta vez com duas fronhas de travesseiro do enxoval da minha bisavó. Para o véu usei uma cortina de cassa que em tempos esteve pendurada na janela do meu quarto em casa da minha mãe. 

Como já devem ter reparado, tiro um enorme prazer destes reaproveitamentos, tão práticos quanto sentimentais... Como é bom conseguir prolongar o uso das coisas ao longo das gerações! 


Two years ago I bought and lined a moses basket for Rodrigo (you can revisit it here). Even though I was perfectly happy with it (especially because I made the liner using an embroidered bed sheet that used to belong to my grandparents), I always felt a bit sorry that: 1- there was no canopy, and 2- the basket wasn't a little deeper.

A year ago, here in New Zealand, I came across an old wicker bassinet in a garage sale and couldn't resist the urge to buy it. A few months later, I ordered a custom mattress and I lined it, only this time around I used two linen pillowcases that were part of my great-grandmother's trousseau. For the canopy I used a curtain that once hang in my own bedroom at my mother's. 

As I'm sure you've already realised by now I take great pleasure in repurposing these things... for me it's as practical as it is sentimental. I love being able to prolong the use of things across my family's generations!

(photos© Constança Cabral)

18 July 2014

Capas de Édredon :: Duvet Covers





A meu ver, um dos grandes confortos do dia-a-dia é uma cama feita de lavado. Lençóis 100% algodão (ou linho!), bem esticados, a cheirar a sol e, de preferência, brancos. Em Portugal ainda é relativamente fácil e acessível comprar lençóis de óptima qualidade, mas na Nova Zelândia nem por isso. Há uns tempos falei-vos na capa de édredon que fiz para a nossa cama — funciona tão bem que voltei a fazer outras duas.

Se vier a fazer mais uma, já decidi que, em vez de aplicar o bordado em cima do lençol, vou cosê-lo de lado — assim.


As far as I'm concerned, one of the great comforts of everyday life is sleeping on clean sheets in a freshly made bed. Pure cotton (or linen!) sheets, taut and crisp, preferably white and with that lovely smell of having been dried out in the sun. In Portugal it's still fairly easy and affordable to buy great quality bedding but in New Zealand... not so much. A few months ago I told you about the duvet cover I made for our bed — I like it so much that I've already sewn two more.

If I ever make another one, I think I'll stitch the trimmings sideways rather than on top — just like this one here.

(photos© Constança Cabral)

15 July 2014

Progressos do Boneco Waldorf :: Waldorf Doll Progress








O boneco está quase pronto e o Rodrigo adoptou-o ainda antes de eu lhe ter cosido as pernas. Tem tanta graça ver como ele o trata como se fosse um bebé: põe-no a dormir, tapa-o com uma manta, pega-lhe ao colo e dá-lhe palmadinhas no rabo... mas também o atira ao chão, vira a cama ao contrário e tenta meter-se lá dentro. Isto promete!

No próximo post sobre o boneco mostro-vos o cabelo, o colchão, a colcha em patchwork e a roupa (bem, a parte da roupa ainda não se materializou... vamos lá ver se terei tempo!).


The doll is almost ready and Rodrigo adopted it even before I had managed to sew on the legs. It's so funny to watch him treat it like a real baby: cuddling it, putting it to sleep and covering it with a quilt... but he also throws it around and tries to climb into the doll cot. I wonder what he's going to do to his little brother!

In my next post about the doll I'll tell you all about the wig, the mattress, the patchwork quilt and the clothes (well, I haven't actually sewn any clothes yet... let's just assume I'll find the time to make them!).

(photos© Constança Cabral)

11 July 2014

Preparativos para o Bebé :: Getting Ready for Baby













A minha mãe já chegou e o Rodrigo está finalmente de boa saúde (depois de 4 amigdalites e uma virose em menos 3 meses... coitado), o que significa que tenho andado a produzir como se não houvesse amanhã! E, de facto, não faço ideia como será o dia de amanhã, visto que estou prestes a completar as 38 semanas e dizem que os segundos bebés não se atrasam tanto... Eis as minhas tarefas dos últimos tempos:

- forrar a alcofa com fronhas de travesseiro de linho que pertenceram aos meus bisavós;
- fazer lençóis de baixo com elástico;
- estes cobertores de flanela (a minha mãe fez quase tudo... eu só pespontei a parte final);
- uma transformação de camisa em body segundo este meu método.

Faltam os cortinados do nosso quarto, para os quais comprei 30 metros de tecido e outros tantos de forro... bebé, aguenta-te aí dentro mais uns tempos!


My mother has arrived and Rodrigo is finally in good health (after 4 tonsillitis and a nasty virus in less than 3 months... poor little man), which means I've been sewing like there's no tomorrow. Well, as a matter of fact I'm not quite sure what tomorrow will bring because I'm almost 38 weeks pregnant and they say second babies usually aren't born as late as first babies tend to be... Here's what I've been making over the last days:

- a liner for the cot with linen pillowcases that used to belong to my great-grandparents;
- little fitted sheets;
- these flannel receiving blankets (actually my mother made most of it... I only topstitched the final part);
- turning a baby shirt into a bodysuit following my own tutorial.

I still have to sew curtains for our bedroom, for which I bought 30 metres of fabric and the same amount of lining... baby, hang on in there for a few more days!

(photos© Constança Cabral)

07 July 2014

Springfield










Sinto imensa falta de viver no campo. Abrir a porta de casa e só ver verde, não ouvir nada senão o som dos animais (e de um tractor de vez em quando, é certo)... tenho saudades da tranquilidade de uma casa no meio do nada. 

No fim-de-semana passado estivemos num sítio que me levou de volta a Long Walk (a nossa casa em Inglaterra): Springfield, a quinta da caterer Ruth Pretty. Fica em Te Horo, a uma hora a norte de Wellington e a uma hora a sul de nossa casa, e é simultaneamente sede das operações de catering, escola de culinária, loja de cozinha, viveiro, horta e casa de chá. Conjuga de maneira admirável elementos clássicos britânicos com uma simplicidade e um engenho bastante despretensiosos e muito neozelandeses. Gostei imenso de lá ter ido.

[e para quem tem pedido fotografias da minha barriga de 8 meses, cá está ela!]


I really miss living in the countryside. To open the front door and only see green pastures, to hear nothing but animal sounds (and the odd tractor, for sure)... I long for the tranquility of a house in the middle of nowhere.

Last weekend we went to a place that took me back to Long Walk (the house where we lived in England): Springfield, the homestead of caterer Ruth Pretty. It's located in Te Horo, an hour north of Wellington and an hour south from our home, and it's simultaneously a catering business, cookery school, kitchen shop, nursery, kitchen garden and café. It admirably combines a few classic British elements with a touch of very Kiwi simplicity, ingenuity and unpretentiousness. I loved it.

[and for those of you who've been asking to have a look at my bump at 8 months, here it is!]

(photos© Constança Cabral)

02 July 2014

Pão Integral :: Wholemeal Bread


O pão que comemos cá em casa é feito por mim, porque o pão de supermercado não me sabe a nada e infelizmente não há boas padarias aqui nas redondezas. Ao longo dos anos, tenho experimentado algumas receitas mas acabo por repetir quase sempre esta. Até que, na semana passada, dei por mim a folhear novamente o "The Great British Book of Baking" e decidi experimentar o "Grant Loaf", uma receita de pão integral que surgiu no Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial. 

Confesso que comecei por desconfiar de um pão feito apenas com farinha integral (normalmente ficam a saber a cartão) mas ainda bem que segui em frente! Digo-vos que o resultado é delicioso, especialmente em forma de torradas com manteiga. Para quem não tem o livro, a receita pode ser encontrada aqui. Experimentem!


I bake our own bread mainly for two reasons: first, because I find supermarket bread utterly tasteless and also because we don't have access to any good bakeries locally. Over the years I've played around with a few bread recipes but I always come back to this one. However, last week I was browsing through the "The Great British Book of Baking" and stumbled upon the Grant Loaf, a recipe for wholemeal bread that was first published in the UK during the World War II.

I admit that at first I was a bit suspicious of a loaf made entirely with wholemeal flour (they do have a tendency for tasting like cardboard) but I'm glad I went ahead with it anyway! This bread is delicious and makes excellent (buttered) toast. If you don't own this book, you can find the recipe here. Do give it a try!

(photo© Constança Cabral)

24 June 2014

Fazer um Boneco Waldorf :: Making a Waldorf Doll










Para preparar a chegada de um bebé cá a casa, lembrei-me de fazer um boneco para o Rodrigo. Um boneco bebé, com fraldas, uma cama, uma colcha... um bebé só dele. Não sei se será uma boa abordagem — já me disseram que sim, mas a verdade é que só o saberei ao certo daqui a uns meses.

Decidi fazer um boneco Waldorf e comprei este kit (também optei por comprar o DVD). Todos os dias tenho trabalhado um bocado no boneco e estou a gostar imenso de o fazer, se bem que esteja a ser um desafio! Por um lado quero que fique perfeito logo à primeira (até porque estou numa corrida contra o tempo) e ponho-me a planear mentalmente todos os bonecos que vou fazer para os filhos das minhas amigas... por outro lado, não está a ser propriamente fácil. Tanto as técnicas como os materiais são novos para mim: entre tecido de malha, enchimento de lã, agulhas com 25 cm, pontos especiais e uma peruca em crochet (estou a contar com a ajuda da minha mãe nesse campo!), sempre que pego no boneco sinto uma mistura de entusiasmo e de nervoso miudinho.

Agora uma pergunta às mães mais experientes: qual será a melhor altura para oferecer o boneco ao Rodrigo? Antes de o irmão nascer? Depois? No dia em que trouxermos o bebé para casa? Obrigada pelas vossas sugestões!


As part of the preparations to welcome a new baby into our home I'm making a doll for Rodrigo. A baby doll with nappies, a bed, a quilt... his very own baby. I'm not sure whether that's a good idea or not — I've been told it can be helpful but I guess I'll only know the answer to that in a few months' time.

I decided to go for a Waldorf-style doll and bought this kit (I've also bought the DVD). I've been working on it everyday and I'm really enjoying the process, even though it's proving to be quite the challenge! On the one hand I want this first attempt of mine to turn out perfect (and to be honest I'm in a race against time) and have wild dreams of all the dolls I'm going to make for my friends' children... on the other hand, it's not the easiest thing I've ever tried my hand at. Both the techniques and the materials are new to me: knit fabric, wool stuffing, 5 inch needles, fancy stitches and a crocheted wig (I'm counting on my mother to help me with that!) — no wonder I feel a mixture of excitement and trepidation whenever I pick it up.

Now a question for you experienced mothers: when is the best time to present the doll to Rodrigo? Before his brother is born? After? The day we bring the baby home? Thanks for your input!

(photos© Constança Cabral)

16 June 2014

Crescer :: Growing Up




Dizem que a vida volta ao normal quando o filho mais novo faz 3 anos. Será verdade? A minha vida tem-se modificado tanto ao longo dos últimos tempos que já nem sei bem o que será "normal", mas o que é facto é que, à medida que o Rodrigo cresce, o dia-a-dia vai-se tornando mais fácil. Ele está cada vez mais independente, paciente e conversador, e quer participar em todo o tipo de tarefas cá em casa.

Tal como a maior parte das crianças, tem um verdadeiro fascínio pela máquina de costura! Gosta do barulho, de acender e apagar a luz, de guiar (puxar) o tecido e de mexer nos alfinetes. Já me ajudou a encher um boneco e adora brincar com retalhos de tecidos (desde que tenham animais), passá-los a ferro (frio) e arrumá-los dentro do armário. Acima de tudo, gosta de imitar tudo aquilo que eu faço.

Daqui a um mês recomeça tudo outra vez!...


They say that life returns to normal once your youngest child turns 3. I wonder if that's true? My life has changed so much over the last years that I no longer no what "normal" really means, but I can't deny the fact that as Rodrigo grows up our daily life becomes a little easier. He's getting more independent, patient and talkative and wants to be a part of everything we do around the house.

Like most children, he finds the sewing machine utterly fascinating. He likes the sound it makes and he enjoys the light on and off, guiding (pulling) the fabric and playing with pins. He's already helped me stuff a toy and he loves fabric scraps (especially novelty ones): he presses them with a cool iron and carefully puts them away in the fabric cupboard. Above all, he mimics everything I do.

In a month's time we'll start all over again!...

(photos© Constança Cabral)
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